Alto teor de sustentabilidade (Diário de Pernambuco)

Texto de Mariana Meireles para o jornal Diário de Pernambuco

Há 21 anos, o plantio de frutas e verduras na propriedade da família Barreto Silva, no município de Chã Grande, a pouco mais de 80 quilômetros do Recife, era satisfatório. Até rendeu a criação da primeira feira orgânicos da Zona Norte da capital pernambucana. Mas ainda faltava algo. A vontade era de fabricar um produto com durabilidade maior que a dos alimentos. Depois de pesquisas de mercado, a família chegou à conclusão que cachaça seria a escolha ideal, mas sem fugir dos padrões de sustentabilidade.
A evolução nas práticas de agroflorestamento ao longo das safras trouxe de volta a fauna original da região e entre as diversas aves que retornaram estava o sanhaçu, pássaro que dá nome ao produto idealizado pela família. Com a marca criada e a ideia do produto, faltava colocar mãos à obra. “Nossa produção é artesanal e não leva aditivos químicos, aceleradores de fermentação ou aromatizantes”, diz Elk Barreto, á frente da área comercial do engenho e que toca o negócio junto aos irmãos Max e Oto.
Apesar de a bebida ser o carro-chefe, ainda há espaço para a produção de artigos como rapadura, açúcar mascavo, licores, doces e cervejas artesanais e até mesmo gelatina de cachaça, sem fugir da proposta de reaproveitamento de resíduos de energia.
A preocupação ambiental também levou o engenho a abrir as portas para escolas e universidades do estado, para que estudantes possam acompanhar o processo produtivo do espaço e constatar a preocupação com o meio ambiente. ” Percebemos que essa era uma forma de divulgar o nosso trabalho e também investimos nisso. Recebemos desde crianças de escolas de municípios próximos a Sanhaçu até turmas de universidades federais”, comenta.
A repercussão dos produtos não fica só no estado. Segundo Max barreto, a cachaça já é conhecida em sete estados brasileiros.. “Moro no Amazonas e nosso produto é conhecido por lá”, comenta. A cachaça Sanhaçu foi reconhecida nacional e mundialmente. Ganhou a medalha de prata no Concurso Mundial de Bruxelas de 2014 e de 2015, considerado pelo Instituto Brasileiro da Cachaça como a principal plataforma de reconhecimento de destilados de qualidade.
A bebida fabricada no Engenho Sanhaçu também faturou os prêmios da economia criativa em Pernambuco, em 2013, e uma medalha de prata no San Francisco Word Spirit Comepetition, concurso mundial de destilados na Califórina, EUA. Para Elk, o sucesso dos produtos é explicado pelas práticas sustentáveis e a preocupação com a qualidade da bebida, “Nosso lema é ´beba menos e melhor´. Não queremos vender um produto para que o cliente consuma em grandes doses, mas algo que não agrida o meio ambiente e possa ser degustado com qualidade.”
Fonte: Caderno de Economia (PE que dá certo), jornal Diário de Pernambuco de domingo, 19 de julho de 2015


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Sanhaçu – Cachaça orgânica e Produtos agroecológicos. Pernambuco – Brasil

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