Cachaça Sanhaçu: Qualidade reconhecida e premiada (Brasil no Copo)

Texto do blog Brasil no Copo

Quando Elk Barreto Silva, chegar hoje ao Alambique da Família Barreto, em Chã Grande, na zona da mata de Pernambuco, encontrará os funcionários rindo de orelha a orelha. O motivo: tudo correu melhor do que o esperado para a marca Sanhaçu, durante a Expocachaça Dose Dupla, no Mercado Municipal de São Paulo.

Sanhaçu Amburana: assinatura de Jairo Martins valoriza, e muito, o produto

Melhor mesmo. A caçula do alambique, a versão Amburana da Sanhaçú, que chegou à feira quietinha, pouco mais de 15 depois de ser lançada, volta para o nordeste com uma medalha de ouro no rótulo. Sim. Durante a degustação às cegas, a Sanhaçu Amburana foi eleita a melhor maturação da madeira entre as cachaças participantes.

 No topo: Sanhaçu de amburana conquistou ao primeiro gole

Não foi exatamente uma barbada. Havia grandes cachaças no páreo. Mas a Sanhaçu fez por merecer. A cachaça é o que podemos chamar de uma bebida com pedigree. No rótulo, a assinatura de Jairo Martins, uma das autoridades máximas em termos de cachaça de qualidade. Na elaboração da bebida, a participação efetiva de Gilberto Freyre Neto, que é o descendente do sociólogo que mais retratou os traços característicos da cultura e da formação antropológica do brasileiro. Na Obra, Casa Grande & Senzala, por exemplo, é possível encontrar a relação estreita que se dá entre o engenho e e esta formação sócio-econômica.

Degustação às cegas na Expocachaça dose Dupla 2013

Tanta história e tanta dedicação, não poderia resultar em outra coisa. Elk comemora o feito. Em entrevista ao blog Brasil no Copo, ela fala da relação que tem com a terra onde trabalha. “Há 20 anos meus pais adquiriram um terreno que só tinha seis árvores. Hoje, temos uma verdadeira floresta”, afirma a empresária que é também turismóloga.

Manoel Agostinho prestigia a Sanhaçu Amburana

A volta do cenário verde trouxe também o retorno da fauna local. Entre os bichos, o Sanhaçu. Pássaro que pode ser considerado um dos símbolos da resistência à derrubada da Mata Atlântica. Foi ele quem a família escolheu para representar o carro-chefe da companhia. A Sanhaçu, que já era amplamente consumida na versão Freijó, agora tem ao lado a garrafa da perfumada amburana.

Família Sanhaçu: amburana aumenta o plantel

A premiação em São Paulo pode impulsionar o que Elk contou ao blog. Atualmente o engenho produz 10 mil litros por safra. “Mas temos capacidade de quadruplicar nossa produção, o que geraria mais empregos”. Com um público novo chegando, nada mais apropriado. Mas a empresária engrossa a fila dos que reclamam da chamada condição Brasil. “Temos dificuldade com o transporte. A maioria das empresas não aceita carregar vidro.” Afirma. Outra barreira a ser derrubada está no próprio quintal. “Ainda existe muito preconceito em relação à cachaça”, lamenta Elk Barreto. Cenário que tem tudo para mudar, a julgar pela superlotação do Mercado Municipal durante a Expocachaça Dose Dupla.

Elk Barreto e a Sanhaçu: banho de simpatia e qualidade

A convite de Ariana Souza, uma das responsáveis pelo Clube do Alambique, que representa a cachaça em todo país e claro, da própria Elk, provei a cachaça. No visual, um convite sedutor à degustação. No olfato, o cheiro marcante da amburana em perfeito equilíbrio com a cana-de-acúcar. Na boca, o que se sente é o resultado de uma bebida que soube se comportar dentro do barril de amburana. Maciez que conquista logo no primeiro gole. A primeira vista ela só não conquista mesmo no bolso. Custa R$ 105,00 (em média), nas melhores lojas do Mercado Municipal de são Paulo? Questionada sobre o custo Elk retorna: “É o preço da cachaça boa”. Posso falar? Ela tem razão!!!

Fonte: Blog Brasil no Copo


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